quinta-feira, 21 de julho de 2011

Campus de Paulo Afonso: uma vontade cada vez mais geral


Josias Gomes
Estão definitivamente estabelecidas as condições objetivas e subjetivas para a criação do curso de Medicina na cidade de Paulo Afonso. O curso comporia um novo campus da Universidade do Vale do São Francisco. Entre as condições objetivas destacam-se a existência de um excelente prédio, onde era estabelecido o Grande Hotel, e de um Hospital já em funcionamento, o Nair Alves de Souza, ambos pertencentes à Chesf. A Companhia inclusive já manifestou a concordância em repassar os dois equipamentos para a Univasf. Ressalte-se, no entanto, que além do prédio onde funcionou o Grande Hotel, outros imóveis igualmente adequados para funcionamento do novo campus estão à disposição da Univasf, ampliando o leque de opções objetivas. Como condições subjetivas podem ser listadas as vontades do governo federal e do Ministério da Educação, empenhados na expansão do ensino superior público no Brasil, do Governo da Bahia, também voltado para o mesmo objetivo, e, enfim, da Chesf e da Univasf, que não escondem o entusiasmo com o projeto.
Nesta segunda-feira, 18, diversas autoridades envolvidas com a proposta estiveram mais uma vez em Paulo Afonso verificando in loco as condições para a instalação do novo campus. Entre as personalidades que foram a Paulo Afonso destaque para o deputado estadual Paulo Rangel, batalhador histórico pela implantação do campus, o reitor da Univasf, o professor José Weber Freire Macedo, que já manifestou seu desejo de implantar o curso em Paulo Afonso, da mesma forma que o diretor administrativo da Chesf, Pedro Alcântara, o administrador regional da Chesf em Paulo Afonso, Gilberto de Barros (Maninho), o prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos, e o presidente da Câmara de Vereadores de Paulo Afonso, Regivaldo Coriolano, além de secretários municipais, lideranças da cidade e assessores do reitor.
Tenho contribuído com o projeto da forma que me cabe, no Congresso Nacional. Dia 06 de julho passado apresentamos uma Indicação, na Câmara dos Deputados, e, através de Requerimento solicitamos ao MEC a instalação do campus em Paulo Afonso. O argumento que utilizo, e que também é usado por todos os que defendem o novo campus da Univasf em Paulo Afonso, tem a ver com a localização estratégica do município. Atualmente o Hospital Nair Alves de Souza, que pode vir a pertencer à Univasf, atende cerca de 240 mil pessoas pelo sistema SUS. O raio de influência de Paulo Afonso se estende por 35 cidades, em quatro estados. Além da Bahia, cidades de Sergipe, Alagoas e Pernambuco são beneficiadas pelo raio de ação do município baiano. Essa condição geopolítica certamente beneficia enormemente o projeto do novo campus.
Significativo lembrar, ainda, que a importância econômica de Paulo Afonso decorre da usina geradora de grande parte da energia elétrica do Nordeste. Mas, apesar disto, o município não teve o mesmo destaque que outros da região quanto aos diversos fatores de desenvolvimento. Por isto, creio, a cidade precisa de meios que a destaquem no cenário regional, acompanhando o que já acontece efetivamente no campo de alguns serviços, como o da Saúde. Daí, o novo campus, oferecendo o curso de Medicina, juntamente com outros cursos superiores ali existentes, pode dar a Paulo Afonso um contorno mais preciso de cidade pólo da educação, com raio de influência em toda aquela região já citada. Certamente, estas razões têm motivado, além dessa minha participação, e a do deputado Paulo Rangel, das demais autoridades federais, estaduais e municipais, empenhadas em viabilizar a proposta.
Tão logo retome os trabalhos legislativos, no segundo semestre, na Câmara dos Deputados, estarei acompanhando de perto a tramitação da minha Indicação. Agora, esta Indicação vai contar com um relatório que será elaborado pela Univasf, dando conta principalmente dos debates ocorridos nesta segunda-feira, 18, e com base no que foi visto e analisado pelos técnicos da Universidade. Pela manifestação do reitor e de seus assessores, baseados na vontade de colaborar dos dirigentes da Chesf, este relatório será positivo, bastante favorável à criação do campus. Por isto, alimento a convicção de que mais do que nunca a vontade da população de Paulo Afonso, de suas autoridades, da juventude local, enfim, de todos os que vivem e residem na cidade e nos municípios circunvizinhos, esta vontade tornar-se-á realidade, para o bem de todos, e da Educação no Brasil.

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