segunda-feira, 23 de maio de 2011

Salobrinho: tem mais caroço nesse angu do que pensam os esfomeados



 
Walmir Rosário*

Pois é, dizem que por falta do que fazer a mente humana acaba produzindo ações e resultados catastróficos. Há até quem diga que “mente de desocupado é morada do satanás” devido à fertilidade de pensamentos, muitos deles maléficos à sociedade.
O que faz um prefeito de uma grande cidade como Itabuna empreender uma guerra sem quartel contra um município vizinho para tomar dois palmos de terra? Para minha parca inteligência: falta do que fazer. Ou melhor, falta de do que apresentar sociedade o que prometeu na campanha.
Só pode se tratar de uma jogada de marketing, pensada, planejada, elaborada e executada para que a população esqueça seus problemas mais prementes, especialmente os serviços essenciais de competência do poder público. Mas não é só isso, tudo indica tratar-se de um amplo projeto engendrado para desviar a atenção da população.
Ao invés de permanecer na defesa, o Capitão Azevedo resolveu ir ao ataque, criando “factoides”, os conhecidos “pastéis de vento”, para enganar a opinião pública. Essa tática, aliás, é utilizada constantemente em Brasília, com um escândalo sucedendo outro em grande velocidade.
Nesse caso, o escândalo antigo é substituído pelo escândalo novo, com todo o planejamento. Rei morto, rei posto. E tudo se acomoda pelo fato dos veículos de comunicação formais e informais abandonarem, imediatamente, o fato anterior para divulgar o mais recente.

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