quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ações visam moradores de rua da cidade


A Secretaria de Assistência Social e Trabalho finalizou na última semana o relatório que traz o resultado do mapeamento da população de rua de Ilhéus, realizado durante em dezembro. Ao todo, 119 pessoas foram entrevistadas e vários aspectos foram observados como problemas de saúde, consumo de substâncias psicoativas, circunstâncias que fizeram procurar a suacomo abrigo, entre outros. 
Para o secretário de Assistência Social e Trabalho, Emenson Silva, o morador de rua é detentor de direitos e deveres, “merecedor de dignidade e respeito, e que necessita de políticas públicas específicas”. E dentro desta proposta a secretaria vai iniciar uma série de ações visando oferecer um serviço específico voltado para o acolhimento e atenção às pessoas em situação de rua.
Segundo explicou a coordenadora do Creas Violência, Vânia Darri, o mapeamento visou levantar um diagnóstico sobre a quantidade de pessoas – principalmente crianças e adolescentes – a fim de traçar uma estratégia que garanta o retorno das pessoas aos seus municípios de origem, inserção ou reinserção em programas sociais como o bolsa Família, entre outros benefícios. O projeto estratégico terá duas frentes de atuação: uma equipe ficará responsável pelos moradores de rua que desejam retornar às suas cidades de origem e a segunda frente de trabalho vai acompanhar os demais moradores de rua e buscar a inserção dessas pessoas em programas sociais do governo federal compatíveis com cada necessidade específica. 
A Secretaria de Assistência e Trabalho em parceria com o Grupo de Apoio aos Moradores de Rua vai oferecer suporte técnico, por meio de equipe interdisciplinar, para a operacionalização de atividades previstas pela Política Nacional de Assistência Social e Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. “Existe uma demanda muito grande tanto para tratamento quanto para reabilitação de pessoas com dependência química, daí a necessidade de implantar em Ilhéus um Centro de Atenção Psicossocial aos usuários de álcool e outras drogas (Caps-AD)”, afirmou o secretário Emenson Silva.
Além da CAPS-AD, que já se encontra em fase de implantação, o município necessita ainda, de acordo com Emenson Silva, de mais um serviço especializado da Assistência Social: O Creas-Pop que vai tratar especificamente da população de rua. O Creas-Pop funciona em articulação com os serviços de acolhimento e deve assegurar atendimento e atividades para o desenvolvimento de sociabilidade, fortalecimento de vínculos interpessoais e/ou familiares e construção de novos projetos de vida. Atualmente, Ilhéus conta com o Creas Violência e Creas Medidas Socioeducativas. Ambos funcionam na Baixa Fria, rua Luís Gama, 99, das 8 às 17h30min. Problemas de saúde e exposição à Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) terão ações em conjunto com a Secretaria de Saúde.

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