segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Editorial: do dia 10 e 11 dezembro de 2011


Santo de casa?

Existe uma célebre frase, geralmente usada por simpatizantes do  anarquismo, que nos fala o seguinte:  “Minha pátria é o planeta, minha família é a humanidade, meu Deus é minha consciência”. É óbvio que não concordamos com ela por inteiro, mas em alguns aspectos, e a depender do ângulo de análise, reconhecemos que há verdades nas suas entrelinhas. Vamos por partes. Quando o assunto diz respeito à compreensão que temos do que venha a ser Deus, de fato é algo bem complicado. Cada um vê, sente e dialoga com a espiritualidade da maneira que melhor lhe convir. Uns  preferem ter uma visão antropomorfizada em relação à Deus. Ou seja, creem que se trata de alguém, com características humanas, que vive sentado em um trono, no Reino dos Céus, interferindo na vida das pessoas. Já outros acreditam que na verdade, o que se chama de Deus, é apenas uma espécie de “inteligência universal”, que tudo rege. Já outros creem que a deidade é o conjunto de energias positivas que permeiam as relações e os acontecimentos do mundo. Enfim, não seremos nós que afirmaremos quem está certo ou errado.
Mas em relação aos outros dois pontos de vistas expressos na frase, podemos afirmar que concordamos em parte. Vejamos, a frase afirma: “Minha família é a humanidade”. É claro e evidente que com a exceção de algumas ilustres pessoas que passaram pelo planeta, a exemplo de Jesus, Gandhi e outros poucos iluminados, nutriram esse tipo de sentimento puro e sincero. Sejamos honestos, não costumamos encontrar pessoas por aí com esse tipo de pensamento. Muito pelo contrário, o que se vê, é que a cada dia a instituição família vem sendo desmerecida. Imaginemos então crer piamente que toda a humanidade merece o respeito e o valor que dispensamos aos nossos entes? É uma utopia de grandes proporções.
Em relação ao quesito: Minha pátria é o planeta? Vejamos, repudiamos qualquer espécie de xenofobismo, mas cremos que cada país deve ser auto-suficiente, na medida do possível, para resolver por si só os seus problemas. E se for uma cidade específica, aí que a presença de estrangeiros, de uma hora para outra, “comovidos” com os problemas locais, no mínimo deveríamos olhar com um pouco de desconfiança. Será que os ilheenses não são capazes de se mobilizar para resolver alguns empecilhos a exemplo da sujeira nas ruas e nas praias? É necessário que venha um estrangeiro, grave uns vídeos ironizando a cidade para que a sociedade local se comova? Eis algo definitivamente muito estranho. Pensemos nisso

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