quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Editorial:


Em fase de construção
 “O passado é história, o futuro é mistério e o presente é uma dádiva, por isso que se chama presente”. Não sabemos ao certo quem é o autor dessa frase, mas, pelo estilo deve ser de algum sábio oriental. Talvez um budista. Não temos certeza. Mas, independente disso, não há como negar que ela é recheada de sabedoria e simbolismos. Como quase tudo que vem do outro lado do planeta e se relaciona com a milenar sabedoria dos povos de lá.  Não há dúvidas de que de fato o passado é a nossa história. E vamos além, tudo o que somos hoje é, nada mais nada menos, do que o conjunto de tudo aquilo que fomos sujeitados e absorvemos, independente se foram coisas positivas ou negativas. Literalmente nós somos a manifestação viva do nosso passado. E em relação ao nosso presente? Sem sombras de dúvidas trata-se de uma verdadeira dádiva. Só pelo fato de estarmos vivos, tocando as nossas vidas, nos relacionando e convivendo com as pessoas que agente ama, já são motivos mais do que suficientes para cremos que de fato o tempo presente é uma espécie de dádiva divina. E ele está em constante construção. Cada dia, cada semana, cada mês que vivemos são, na verdade, pequenos tijolos que colocamos no intuito de construir o nosso futuro. Com isso, a grande verdade é que, da mesma forma que somos reflexos fidedignos do nosso passado, o nosso futuro é construído no agora.
Mas, afinal, o que queremos para os nossos futuros? Qualquer pessoa que seja considerada normal, cremos nós, há de almejar sempre o melhor possível. Evoluções em suas vidas, seja no campo material, afetivo, etc, além de uma boa saúde nossa e das pessoas que amamos, paz nos lares, estabilidade financeira e uma infinidade de coisas. Mas, para que isso venha a se suceder nos dias que estão por vir, devemos começar a construir isso no agora. Não há como fugir dessa lógica infalível. Ninguém chega em um objetivo futuro, se no presente ele não for construído aos poucos. Com exceção da água da chuva, as coisas e oportunidades não costumam cair do céu. Esse papo de quem espera sempre alcança não é uma das posturas mais indicadas. A não ser que queiramos ter como fiel companheira a frustração e a sensação de que poderíamos ter feito muita coisa e não fizemos.
E em relação à nossa cidade, o que queremos para ela? É óbvio que quase a mesma coisa que desejamos para nós. E, tal qual as nossas vidas, o futuro do agrupamento social em que vivemos depende exclusivamente do que estamos construindo nos dias de hoje. E, mais uma vez, a grande oportunidade de galgarmos passos positivos rumo aos dias que virão, nos será oferecida no ano que vem, com as eleições municipais. Já erramos, já acertamos, faz parte do processo. Mas, imaginamos que os ilheenses já estejam calejados o bastante para escolher o melhor para a nossa cidade. É tempo de grandes transformações na região e caso a cidade não acompanhe o progresso, o que está por vir poderá surtir efeito contrário. Cabe a nós sabermos em quem votaremos. Investigue, questione, pesquise, vá a fundo na vida dos postulantes. A postura deve ser essa, para não nos arrependermos depois.

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