quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Editorial:


Gastos inúteis

Um dos episódios mais interessantes da nossa recente história foi a chamada Guerra Fria. Tal assunto não só é um dos mais interessantes, como também um dos mais estudados e revisitados por historiadores e demais amantes da ciência mãe para o entendimento da contemporaneidade. Cremos que a grande maioria das pessoas devam saber que se tratou de um “embate” envolvendo as então duas maiores potências mundiais, logo após a segunda guerra: Estados Unidos e União Soviética. Na verdade, segundo preconizam algumas correntes de historiadores, a disputa, que se deu basicamente no campo político e psicológico, teve início antes do término da guerra. Ao perceber o grandioso poderio bélico dos soviéticos (decisivo na vitória dos aliados), acredita-se que as bombas de Hiroshima e Nagasaki, tenham sido uma espécie de mostra do que os americanos seriam capazes de aprontar. Mas enfim, na ocasião o planeta presenciou uma verdadeira queda de braço entre os dois países, sendo que cada um queria provar que tinha mais poder, mais tecnologia, etc, do que o outro. Mas um fator foi crucial para que o capitalismo se saísse “vencedor”: a lógica conflitante entra os dois sistemas econômicos.
 Vejamos, uma economia fundamentalmente estatal, se mostrou altamente propícia ao colapso, quando tentou concorrer com um sistema econômico sustentado pelo capital. O resultado foi o que tivemos a oportunidade de constatar. Ou seja, o poder econômico do globo deixou de ser bipolarizado e passou a se concentrar nas mãos do bloco americano. Isso é fato histórico, não há como questionar. E, sempre onde houver a necessidade que o estado atenda uma lógica crescente de gastos, cremos nós que as coisas sempre tenderão ao colapso, até porque o lucro nunca foi missão do poder público. Logo, aumentando-se os gastos, a arrecadação terá que crescer também, ou então, outras áreas terão seus recursos diminuídos. O que, há de se ressaltar, trata-se de uma medida que sempre propicia consideráveis reveses. Principalmente para a parcela populacional menos abastada e que, naturalmente, mais precisa dos serviços públicos. É óbvio que muitas vezes os recursos, dentro de uma grande necessidade, podem muito bem ser remanejados. Mas o pior é quando novos gastos surgem, sendo que são explicitamente inúteis.
Um desses casos diz respeito ao absurdo aumento do número de vagas para vereadores. Não temos em mãos o quanto isso representará para os cargos públicos, mas se há algo de imensa inutilidade, sem sombras de dúvidas é o aumento de cargos políticos. Primeiramente porque se tal, por exemplo, for de fato aprovado para a câmara local, não representará avanço nem vantagem alguma para a população. Muito pelo contrário, caso aconteça de fato, sobrará para os cofres públicos, que do jeito que se encontram, já se mostram vacilantes em atender todos as demandas tidas como obrigatórias. Então questionamos: Aumentar gastos por quê? Torcemos que o bom senso se manifeste ante essa situação. Pelo bem da cidade.                

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