segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Programa Vida Melhor vai beneficiar 400 mil famílias baianas até 2015


Cerca de 400 mil famílias das áreas urbana e rural com renda per capita de até meio salário mínimo vão ser beneficiadas, até 2015, com o investimento de R$ 1,2 bilhão. O montante é proveniente do programa ‘Vida Melhor – Oportunidade para quem mais precisa’, lançado em Salvador, ontem (5), pela presidente Dilma Rousseff e pelo governador Jaques Wagner.
              Para Dilma, o programa Vida Melhor marca um momento importante. “É um programa de inclusão social porque se dedica a criar oportunidades para as pessoas. Quando as pessoas têm oportunidade, elas revelam seus talentos”, afirmou.
            A presidenta disse também que a Bahia é um estado parceiro do governo federal. “Esta parceria tem permitido que nós consigamos que a Bahia mude e ocupe, no cenário nacional, o papel que lhe cabe por seu tamanho e por sua população. Esse papel exigiu que nós nos juntemos e trabalhemos em um processo de transformação do estado, que tirou uma parte significativa da pobreza e da marginalidade para se tornar um estado com mais trabalho, renda e oportunidade para todos.

INCLUSÃO PRODUTIVA - Segundo o governador, o Vida Melhor é uma parte do Brasil Sem Miséria, do governo federal, que abriga vários outros programas. “O que eu considero o elemento principal é a inclusão produtiva. Todos os programas de transferência de renda que foram ampliados são importantes, mas todo mundo sabe que a realização do ser humano é colocar comida dentro de casa, fruto do seu trabalho. Para que isso seja possível, é preciso fazer inclusão produtiva”.

               O governador disse também que os programas anteriores de mobilidade social já estão apresentando resultados, por isso a Bahia é o estado que mais reduziu a pobreza nos últimos anos. “Estes programas vão ser acelerados e isso é preciso, porque a economia está crescendo no Brasil, na Bahia e no Nordeste. A gente tem que ajudar os empreendedores a organizarem seus negócios e as cooperativas e fazer projetos de economia solidária”.
             Segundo a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, essa articulação entre o Vida Melhor e o Brasil sem Miséria "demonstra a decisão política do governo federal de ajudar na superação da pobreza na Bahia, que é o estado que tem o maior contingente de pobres do país, em números absolutos”.

DIFERENCIAL - Chiavon afirmou que o dinheiro será aplicado em assistência técnica, custeio, compra de equipamentos, sementes, suprindo o que o processo produtivo precisa. “Aí o diferencial, nós vamos contratar e qualificar agentes do desenvolvimento que vão, por meio das Unidades de Inclusão Produtiva, auxiliar e estar à disposição das famílias que querem produzir”. A secretária explicou que este trabalho será realizado em parceria com o Sebrae, empresários e com a sociedade civil organizada.
           O público prioritário do ‘Vida Melhor’ será formado por pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social, na faixa etária de 18 a 60 anos. A meta do Governo do Estado, por meio da Casa Civil, em articulações com a União, municípios, universidades, sociedade e diversos parceiros, é a inclusão socioprodutiva e sustentável de pessoas em situação de pobreza e com potencial de trabalho na Bahia, até 2015.

         Cerca de 1.200 convidados participaram do lançamento do programa, entre representantes de movimentos sociais rurais e urbanos, empresários, prefeitos, parlamentares, autoridades e lideranças políticas.

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