quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Editorial: do dia 18 de janeiro de 2012

A ponte e as perguntas


Quando algo nos interessa, consequentemente temos como instinto querer saber e conhecer todos os detalhes e nuances possíveis de tal. Isso é algo natural. Ou será que alguém por aí, por exemplo, compraria um carro ou uma casa sem conhecer o produto detalhadamente com antecedência antes de fechar o negócio? Só se a pessoa em questão for muito inocente. Algo que terá utilidade para nós e que custará dinheiro, é óbvio que vamos querer ficar a par da sua procedência, o seu estado. Vejamos outro exemplo. Imaginemos que uma hipotética pessoa queira construir a sua casa. Qual será a sua postura? Será que ele vai dar o aval ao mestre de obras e os pedreiros para a erguerem da forma que bem quiserem? Só se o cidadão for maluco. É lógico que qualquer pessoa em sã consciência não só acompanhará a obra como, dará todos os detalhes possíveis de como vai querer que ela seja feita, suas divisões, tipo de piso, cores das paredes, etc. Se com as coisas pertencentes à esfera particular é desse jeito, não seria diferente se a questão dialogar com as obras e realizações públicas.
Vejamos, quando o então presidente Lula veio a Ilhéus, o prefeito, em seu discurso, cobrou a construção de uma nova ponte Centro-Pontal. Na ocasião, o presidente deu uma cutucada no gestor municipal local, e afirmou que não adiantaria em nada cobrar obras caso não houvesse um projeto. Dado o recado, logo agilizaram um projeto, que foi devidamente encaminhado para a secretaria estadual responsável. Recentemente a tal secretaria informou que o edital para a construção tinha sido aberto. Pois bem, com a exceção de algumas poucas informações de que ela será naquele formato que é sustentada por cabos de aço e que ligará a Nova Brasília à avenida Dois de Julho, ninguém sabe de mais nada.  O que é muito pouco para a importância de tal obra.
Algumas perguntas permanecem no ar, e que seria de bom grado por parte das nossas autoridades competentes, buscarem respondê-las. Por exemplo: A construção da nova ponte acarretará em reformulações urbanas em alguns trechos cruciais da cidade, por exemplo, a praça Cairú? A intocável avenida Soares Lopes será enfim melhor aproveitada? Teremos ciclovias? Caso o sistema de mão e contramão seja mantido, será que de fato o problema com os engarrafamentos serão solucionados? Enfim, cremos nós que tudo isso já está sendo pensado. Pelo menos é o que imaginamos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário