sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Editorial: do dia 06 de janeiro de 2012

Problemas que persistem

Gerir algo não é uma coisa tão fácil quanto se imagina. Aliás, quem imagina é que na verdade nunca teve a oportunidade de estar à frente de alguma coisa que requer responsabilidade e habilidade. Para termos idéia, tem gente que não consegue nem cuidar da própria vida de maneira satisfatória, imaginemos então se o que estiver sob a sua tutela dialogar diretamente com o interesse da coletividade? Sem sombras de dúvidas as coisas tenderão a se complicar. Se faz necessário ter a chamada aptidão natural. Nada mais do que isso. Cada um tem uma virtude e um talento para algo específico. E o ato de comandar determinada situação definitivamente é algo para poucos. Nas sociedades tribais, a exemplo dos nosso índios, para uma pessoa chegar ao posto de cacique, era necessário que ele, no decorrer de sua trajetória, fizesse por merecer. Não havia aquela história de cair de para-queda na função e ponto final. Não havia esse negócio de, por ser amigo de fulano de tal, passaria assumir determinada função de comando. As coisas aconteciam de maneira natural, tendo como base apenas a capacidade que cada um mostrava. Nada além disso.
Quando nos deparamos com alguns problemas que insistem em se perpetuar na nossa cidade, muitas vezes ficamos a refletir sobre o porquê das suas “não soluções”. As motivações são muitas, mas cremos nós que há uma que pode ser considerada como primordial: como citamos, a falta de habilidade para gerir. Vejamos a problemática propiciada pela onipresente possibilidade de uma epidemia de dengue no município. Inclusive foi anunciado pelo Ministério da Saúde a liberação de cerca de R$ 146 mil para ser utilizado no combate a dengue por aqui. Não é que estejamos sendo pessimistas, e também sabemos que para que tal batalha seja vencida, a conscientização e participação da sociedade é imprescindível. Mas o poder público tem papel crucial. Mas, voltando ao assunto, alguém duvida que daqui a exatamente um ano, nós estaremos abordando em tons de lamentação o mesmo problema? Esperemos então.
Vejamos o caso daqueles R$ 10 milhões liberados pelo Governo Federal para obras de contenção de encostas e serviços afins nos morros e áreas de riscos no município. Ou melhor, analisemos as supostas ações da Defesa Civil municipal. O que se vê é que, após qualquer chuva mais intensa deslizamentos seguem se sucedendo e muitas famílias permanecem com risco de morte. Pois bem, ante essa situação, onde o problema foi diagnosticado, recursos foram liberados, mas mesmo assim eles seguem impassíveis, só nos levar a crer ainda mais que algo está errado. E a cada dia que passa fica mais claro onde ele reside. Alguém ainda tem dúvidas?

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