quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Editorial: do dia 11 de janeiro de 2012

Decidindo os rumos

Não existe nada estático no mundo. Nada mesmo. Tudo está sujeito a mudanças, sendo elas em aspectos negativos ou positivos. Geralmente, caso sejamos consultados, é óbvio que afirmaremos que desejamos as mudanças benéficas, as evolutivas, as que nos conduzem a caminhos de melhorias. Mas nem sempre temos escolhas, e muitas vezes as tais mudanças ficam longe do nosso poder de decisão. Ou seja, elas simplesmente se sucedem, e ponto final. É claro que na grande maioria das vezes somos nós mesmos os responsáveis pelos rumos que as nossas vidas levarão. Uma escolha aqui, uma decisão tomada acolá, contribuem significativamente para o que nos vai esperar nos dias vindouros. Isso é fato. Mesmo que o improvável e o acaso muitas vezes interajam com os nossos possíveis destinos, nada vai muito além daquilo que escolhemos para as nossas vidas. E isso muitas vezes vai além de questões individuais. Pois, já que vivemos em uma sociedade, os rumos da coletividade também dialogarão com as nossas vidas e particularidades.
Vejamos, esse ano é bastante especial ante a citada questão dos rumos que a coletividade trilhará. Mais uma vez teremos a oportunidade de escolhermos os nossos representantes políticos à nível municipal. Entre inúmeros nomes, teremos a oportunidade de optarmos por alguns que serão os responsáveis em gerir a cidade, tanto no legislativo quanto no executivo. Nossa história recente nos evidencia que escolhas erradas nos levaram a colher amargos frutos. O resultado foi que um aventureiro se instalou no Paranaguá e acabou sendo cassado e saiu pelas portas do fundo. Mas, justamente por crer que com os erros nós aprendemos é que estamos com uma visão otimista ante o pleito que se aproxima. Será que não estamos calejados suficientemente para sabermos separar o joio do trigo? Eis a questão.
Muitos nomes aparecerão. Alguns ilustres desconhecidos, outros nem tanto. Opções não faltarão. Mas, o que de fato nos levará a escolher fulano ao invés de ciclano? Muitos são influenciados por uma natural simpatia, outros pela oratória do candidato em questão, alguns pela aliança partidária, mas o que de fato deve ser analisado é a sua história, o que ele fez pela coletividade, qual o seu histórico de serviços prestados, se há alguma coisa de errado que ele tenha feito, etc. Afinal de contas, não é assim que age um suposto patrão quando objetiva contratar alguém? E o que tais representantes políticos farão, nada mais nada menos será trabalhar para o povo. E ante isso será que desejaremos colocar raposas tomando conta do galinheiro? Só mesmo se tivermos o interesse de assinarmos atestado de parca inteligência. Pensemos nisso.      

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