segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Editorial:


A hora do basta
Discriminação racial, preconceito social, intolerância religiosa, desrespeito às opções sexuais diferentes das nossas, etc. Tais expressões, cremos nós, não são novidade para ninguém. Até porque elas estão bastantes presentes nos nossos cotidianos.  Sejam compondo manchetes dos noticiários, teorizadas, ou simplesmente sentida na pele de quem faz parte de algum dos subgrupos citados, que geralmente são vítimas de alguma espécie de discriminação. E nessa leva podemos citar os afrodescendentes, indígenas, adeptos do candomblé, homossexuais, pobres, e por aí vai. Desde que o mundo é mundo esse tipo de sentimento permeia a humanidade. E tais grupos, sejam eles minorias ou não, seguem carregando espécies de carmas, sofrendo na pele pelo simples fato de existirem. Um absurdo sem precedentes. Pois bem, como afirmamos, infelizmente esse tipo de sentimento é uma característica da humanidade. Mas, é de se lamentar profundamente que no mundo de hoje, com avanços em várias áreas, esses tipos de preconceito ainda se perpetuem, como verdadeiros cânceres impregnados nos caráteres das pessoas. Já passou do tempo de tal enfermidade crônica ser definitivamente extirpada dos nossos convívios. 
             Ficamos a nos questionar o que leva uma pessoa, em pleno domínio de suas faculdades mentais, se achar concebido de maneira superior, a ponto de discriminar alguém, independente por qual motivo seja. O motivo pode ser qualquer um, mas todos flertam profundamente com uma nefasta ignorância. Quem um dia sentiu na pele isso que estamos nos referindo, sem sombras de dúvidas, experimentou uma das piores sensações que possa existir. Pior ainda quando ela se dá de maneira sutil e discreta. Em uma disputa por uma vaga de trabalho, onde, a pessoa é “escolhida” não pelas suas virtudes, e sim, pela sua aparência, cor ou local onde reside. Em por ser negro, pobre ou residente em um bairro periférico, ser uma espécie de eterno suspeito ante os olhares repressivos das polícias. Por seguir determinada religião, e ver a sua fé sendo tripudiada e endemonizada em atos públicos de pseudos-cristãos. E perigar apanhar ou até mesmo morrer, devido a uma opção sexual diferenciada. Não há dúvidas de que temos muito no que evoluir.
           Cremos piamente que deve ser dado um basta ante essa situação. Muita coisa vem mudando, mas há um longo caminho a ser trilhado. E para que cheguemos em um possível estágio, onde o respeito mútuo de fato seja uma realidade, é de importância crucial o papel das nossas autoridades competentes, em todas as instâncias possíveis. Casos de racismo, ou qualquer outra espécie de preconceito, não podem ser encarados como coisas normais, corriqueiras, ou até mesmo como reflexo de determinadas culturas. A lei deve se fazer cumprir nessas circunstâncias, punindo severamente qualquer um que expresse sua ignorância discriminando o próximo. O caminho é esse, pois, a partir do momento que exemplos forem dados em relação a punições, muitos pensarão duas vezes antes de agirem imersos em atitudes preconceituosas. Vamos em frente.  
       

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